La Risotteria di Eataly – inauguração!

Fui conhecer na semana passada a nova “Risotteria” que acabou de inaugurar no Eataly de São Paulo. Já esperava muito, claro, considerando todo o critério de qualidade para os alimentos que eles vendem e servem por lá. Ainda mais por terem chamado feras da gastronomia italiana para criarem pratos que ficarão por lá nesse primeiro mês. A cada semana, uma delas será disponibilizada no cardápio. Salvatore Loi criou o Risotto allo zafferano, barbabietole e burrata (R$68), com açafrão, beterraba e burrata (Os sabores super acentuados, dos melhores risotos de açafrão que já provei, e casou super bem com a beterraba); Rodolfo de Santis (do Nino Cucina), fez o Risotto di gamberi e guanciale (R$68), com camarão e papada de porco curada (esse foi meu segundo favorito, delicioso e também imperdível!); e Giampiero Giuliani (Due Cuochi e Rive Gauche), assina o Risotto de pancetta arrotolata, cipolla rossa, pistacchio e riduzione di vino (R$68), com pancetta, cebola roxa, pistache e redução de vinho tinto.

Abaixo, o de lula ao pesto, feito pelo chef executivo da casa e que estará no menu fixo.

Adorei todos, mas sugiro ir ainda esse mês para conseguirem provar esses especiais (pelo que me disseram apenas um deles estará por semana no cardápio). Sensacionais, muito mesmo!

Dicas sobre sake e aonde comprar aqui no Brasil e em Tokyo?

Quem me segue pelo Instagram @yeswecook já deve ter percebido como eu adoro essa bebida e como venho procurado aumentar cada vez mais o conhecimento a respeito. Claro que fica muito difícil por conta do idioma: decorar o nome de um rótulo para mim é impossível por conta das letras japonesas, mas quando gosto muito de algum não deixo de tirar fotos.

Se você está começando a apreciar a bebida, aqui vão algumas dicas para ajudar quando forem escolher:

  • Junmai – É o feito 100% com arroz, ou seja, não há adição do álcool etíico. Gosto muito desses, são mais aromáticos
  • Guinjo – é o “premium”. Nesse tipo o arroz é polido (ou seja, perde-se parte do grão) e o sabor é mais delicado que o tradicional
  • Daiguinjo – é o “super premium”, nesses o arroz é polido mais de uma vez, com sabor muito mais delicado e complexo, geralmente são os melhores (e mais caros também)
  • Sake não é que nem vinho que pode-se deixar envelhecendo por longos períodos de tempo. São raros aqueles com muitos anos. Então não deixe para daqui a 10 anos aquele especial que você comprou, ok?

E claro, considerando tudo isso, claro que precisei trazer uns para o Brasil. Queria alguns rótulos que não pudesse encontrar facilmente por aqui, então segui a dica do meu amigo e especialista em sakes (e que recentemente virou Samurai dessa bebida) Adegão, da Adega de Sake (eu costumo comprar bastante na loja virtual dele também). Ele me indicou a rede Hasegawa Saketen, que tem não só vendem sakes, mas também tem espaço para tomar lá na hora (e comer uns snacks também…). Coincidentemente descobri que existia uma loja deles exatamente no Palace Hotel, então acabei indo bastante por lá, não só para beber mas toda vez que conseguia um espaço extra na mala corria para comprar mais uma garrafa para trazer…

Minha dica é: se você gosta do sake brasileiro, o tradicional que serve pelos restaurantes japoneses no Brasil afora, não deixe de provar o japonês (o Adega de Sake manda pelo correio!). Depois disso, você nunca mais vai beber o brasileiro da mesma forma…

Ryokan – o “hotel” super tradicional do Japão

Impressionante a mistura de gerações no Japão: desde a moderníssima Tokyo até os templos e antiguidades que se espalham por todas as cidades de lá. Por isso, quando fiquei sabendo mais sobre os Ryokans não tive dúvidas que precisaria ficar hospedada em um desses, pelo menos uma ou duas noites.

A idéia é ter uma experiência autêntica da cultura japonesa. Esses são hotéis geralmente familiares, que resgatam a tradição de se dormir em tatame, de não entrar de sapato no hotel (muito menos no quarto), banho de ofurô, café da manhã tradicional no quarto, kimonos para se andar pelo hotel, etc.

O mais interessante é que quando você entra no quarto, não existe onde deitar. Ou seja, depois de uma tarde de passeios por templos e de a coluna estar acabada, a única saída é deitar no chão. Eles só colocam a roupa de cama no tatame por volta das 19h.

Existem vários tipos de Ryokan, dos mais simples aos mais sofisticados, mas todos com a típica hospitalidade japonesa. É interessante checar antes de se hospedar se o quarto possui banheiro pois alguns possuem apenas banheiros comunitários, que apesar de limpos podem acabar se tornando em uma grande surpresa. Escolhi o que eu fiquei no site Ryokan Collection, que tem opções em diversas cidades japonesas.

Ao entrar no hotel tiramos o sapato e nos dão chinelos para usar. Para entrar no quarto, nem chinelos, só descalços mesmo. Recebemos nossos kimonos para usar no hotel

 

e agendamos o horário do jantar e do café da manhã, que é servido no quarto. E apesar de em várias vezes existir a opção ocidental disponível, estava ali para viver a cultura local, então fui no japonês mesmo. E isso inclui peixes, arroz, algas, sopas…

e até mesmo filhotes de enguia, para se comer com um pouquinho de shoyu por cima. Eu adorei! Todos os pratos são levados ao quarto por a mesma “camareira” que prepara a cama, que desfaz e que cuida diretamente de tudo que precisamos no quarto…

E como podem ver, por dentro também é super tradicional…